A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os serviços prestados pela Corsan/Aegea em Canoas realizou, na manhã desta sexta-feira (8), uma reunião na sala da Presidência da Câmara Municipal. O encontro, aberto aos demais vereadores da Casa, ocorreu às 10h e definiu os primeiros encaminhamentos da comissão, incluindo o calendário de audiências públicas descentralizadas e a criação de um canal de denúncias para a população.
Durante a reunião, os parlamentares deliberaram sobre a solicitação de documentos à empresa e organizaram o cronograma inicial de oitivas com a comunidade. Segundo o presidente da CPI, vereador Eric Douglas (União Brasil), o objetivo é ampliar a participação popular e ouvir moradores de diferentes regiões da cidade. “Foi definido que vamos fazer, em um primeiro momento, cinco audiências, uma na Câmara de Vereadores e quatro descentralizadas pra gente poder receber a comunidade e conversar”, afirmou.
A primeira audiência pública da comissão será realizada no dia 14 de maio, às 18h, na Câmara Municipal de Canoas, contemplando a região Central da cidade. As demais reuniões ocorrerão nas seguintes datas e regiões:
21 de maio - Região Noroeste;
28 de maio - Região Sudeste;
2 de junho - Região Sudoeste;
11 de junho - Região Nordeste.
Outro encaminhamento definido pelos vereadores foi a criação de um número de WhatsApp temporário para recebimento de denúncias, contas consideradas indevidas e relatos da população sobre os serviços da concessionária. O canal será organizado pela Câmara e deverá ser divulgado na primeira audiência pública. “Também foi definido que vamos ter um WhatsApp pras pessoas que queiram já mandar as contas indevidas, as denúncias com nome, telefone, CPF, tudo organizado pela Câmara pra gente debater”, explicou o presidente da comissão.
A CPI também definiu que todos os moradores presentes nas audiências poderão se manifestar mediante inscrição prévia, com tempo estimado entre três e cinco minutos para cada fala. Conforme o parlamentar, a criação da CPI ocorre após uma série de reuniões e reclamações envolvendo os serviços prestados pela empresa em Canoas. Entre os principais apontamentos estão problemas relacionados à cobrança das contas, abertura de ruas sem conclusão dos reparos e dificuldades no atendimento à população. “Faz mais de um ano que a gente vem fazendo diversas reuniões e a gente nunca teve um retorno positivo para a população. Ficou insustentável”, afirmou.
A comissão seguirá agora com o envio de notificações à empresa solicitando documentos e informações que irão subsidiar os trabalhos de investigação conduzidos pelo Legislativo canoense.
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