Na manhã desta quinta-feira (24), o plenário da Câmara Municipal de Canoas foi palco de uma homenagem especial ao Coral de Canoas (COCAN), que neste ano completa seis décadas de história dedicadas à arte, à música e à cultura local. O espaço do Grande Expediente proposto pelo vereador Dario Silveira (UNIÃO), que destacou a importância do coral.
Durante a homenagem aos 60 anos do Coral de Canoas, o vereador Dario Francisco da Silveira exaltou a trajetória do grupo como um símbolo de resistência artística e fortalecimento da identidade cultural de Canoas. Em sua fala, relembrou a fundação do COCAN em 1965 pelo maestro Octávio José Longhi, destacou as dificuldades enfrentadas ao longo das décadas e enalteceu a relevância de apresentações emblemáticas como Misa Criolla, Navidad Nuestra e os Concertos de Natal. Ao final, reforçou o caráter independente e comunitário da associação, reconhecendo a dedicação dos integrantes e o papel do coral como patrimônio cultural da cidade.
A homenagem contou com a presença de integrantes históricos e atuais do COCAN, entre eles Denis Cogo, cantor e atual presidente do coral; Vinício Cassiano, cantor e primeiro presidente; Adria Daniel, cantora e poeta destaque; maestro João Fernando Azambuja de Araújo, regente do grupo; Antônio Darci Von Frühauf, um dos fundadores do coral ao lado do professor Octávio Longhi; Silvia Ritter Longhi, cantora e filha do maestro fundador, representando a família; Jaime Zorzi, cantor e atual vice-presidente; Sonia Maria Ballester Wollmann, integrante mais antiga do coral; Ivone Cristofoli, diretora social; Arthur Fernando Trussardi Siqueira, secretário; e Deloni Mossmann Siqueira, diretora artística do COCAN. Representando o poder executivo e o secretário de cultura e turismo, Pinheiro Neto, estavam Ricardo Spiercart (Côca), secretário adjunto e Manoel Freitas, Diretor da mesma pasta.
Representando o grupo homenageado, a cantora e poeta Adria Daniel fez um discurso carregado de memória e emoção, resgatando momentos marcantes da história do coral desde sua origem na Igreja São Luiz Gonzaga, com o apoio do cônego José Leão. Ela relembrou estreias importantes, como a primeira apresentação em 1966, participações na TV e a luta constante por recursos para manter as atividades. Destacou ainda iniciativas como a formalização do grupo em 1974, os sarais temáticos e a criação do Conjunto Coral Veterano. Ao final, reafirmou o lema que guia o grupo há seis décadas: “O povo que canta é povo feliz”, e defendeu o canto como expressão de saúde, vitalidade e pertencimento coletivo.
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