A Câmara Municipal realizou nesta quinta-feira, 30, Grande Expediente para que o Secretário de Saúde Fernando Ritter prestasse esclarecimentos, quanto a confirmação de agentes públicos com Covid-19 e da necessidade de testes para os servidores que apresentam sintomas e que tiveram contato com os que estavam infectados.
O Vereador Cristiano Moraes (PV), propositor do Grande Expediente, solicitou o espaço em razão da reivindicação dos Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade, a respeito de uma interpretação das normativas 11 e 12, que trazem orientações sobre a testagem para Covid-19. Os servidores também solicitaram que fosse feita a higienização da secretaria.
O secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter, explicou que as normativas vão sendo modificadas conforme a evolução da doença e a capacidade que o sistema tem de absorver o aumento do número de casos. E que só poderiam testar pessoas que apresentassem sintomas, pois o teste tem uma janela imunológica de três dias após o início dos sintomas, que podem ser febre, dor de cabeça, tosse, calafrio, dor de garganta, coriza, distúrbios olfativos e degustativos e diarréia. Para pessoas idosas os sintomas podem ser ainda, síncope, confusão mental, sonolência exessiva, irritabilidade e inapetência.
Os Vereadores Alexandre Gonçalves (PDT) e Dario Francisco da Silveira (PDT) pediram que houvesse uma maior divulgação sobre o tempo certo de espera para fazer o teste, respeitando a janela imunológia nescessária para comprovação da contaminação pelo Coronavírus.
Segundo o Secretário a norma técnica coloca que serão testados todos os sintomáticos. E a testagem está garantida para os Agentes da Secretaria de Trânsito que apresentarem algum destes sintomas.
O Secretário destaca que foram recebidos 7300 testes rápidos vindos do Ministério da Saúde e repassado pelo Governo do Estado à Prefeitura de Canoas. Esses testes estão sendo usados para fazer o monitoramento de pessoas contactantes, que tiveram contato direto com um infectado. O Governo Federal suspendeu a entrega destes testes e o Município depende agora do Testar RS que está sendo criado, mas que ainda não entrou em vigor e de um processo licitatório que foi feito pela Prefeitura para compra de testes de PCR.
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