Representantes da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Canoas estiveram reunidos, na tarde desta terça-feira (30), com o presidente da Câmara, Paulo Ritter (PT), para apresentar detalhes do método que funciona como alternativa ao sistema prisional tradicional. No encontro, ficou definida a realização de Grande Expediente sobre o assunto, em 13 de agosto, para apresentação da Apac aos demais vereadores.
A principal diferença entre o sistema comum e o método Apac é que os presos – chamados de recuperandos – vivem em casas prisionais e são corresponsáveis pelo funcionamento do local. O sistema, que funciona em parceria com a Vara de Execuções Criminais, compreende apenados dos regimes fechado, semiaberto e aberto. Todos os presos trabalham durante o dia, com folga apenas aos domingos.
Segundo a advogada e tesoureira da Apac Canoas, Elizana Muhle, o índice de reincidência com o método é menor do que 10%, enquanto no sistema tradicional supera os 80%. "O foco principal está na recuperação dos apenados", enfatizou.
O presidente da Apac Canoas (primeira Apac gaúcha), Enio Andrade, destacou que as casas Apac contrastam totalmente com as cadeias tradicionais. Ex-detento, ele ressaltou que o grande diferencial está no respeito aos presos. Existe atualmente cerca de 150 Apacs juridicamente organizadas no Brasil. Um dos estados que serve de referência é Minas Gerais. A Apac Canoas tem sede no bairro Guajuviras e conta com um escritório em Porto Alegre.
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