menu
Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Notícias

Vereadores se manifestam sobre a crise política no Brasil


Data: 18 de março de 2016
Crédito: Assessoria de Imprensa
Fotos: Assessoria de Imprensa

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) reservou o espaço do Grande Expediente da sessão desta quinta-feira (17) para manifestar a preocupação com o atual cenário político nacional. Primeiro a utilizar a tribuna, o presidente da Câmara, vereador Paulo Ritter, disse que a divulgação dos áudios da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula soou como um alarme, pois lembra os atos arbitrários do período da ditadura militar.

"A gravação da presidente violou um direito sagrado constitucional. Alguém que se diz defensor da lei e da justiça não parece querer transformar a República e investigar aqueles que realmente erraram”, argumentou. Ritter foi enfático ao criticar a conduta do juiz federal Sergio Moro que, para ele, está agindo de forma parcial e partidarizando a Justiça. "Defendemos que todos os fatos sejam esclarecidos, mas respeitando o devido processo legal. Não podemos admitir que uma pessoa seja previamente condenada sem que haja a produção de provas. O que esse juiz está fazendo é incentivar a violência e o ódio, promovendo a luta de classes, colocando um brasileiro contra o outro e incendiando o Brasil", ponderou. O presidente sugeriu que a Câmara permaneça em vigília a favor da democracia e da lei federal.

O vereador Ivo Fiorotti afirmou que existe um golpe em andamento e lamentou o descrédito da política na atualidade. Salientou que a boa política, com debates, espaço para o contraditório e a apresentação de projetos, têm perdido espaço. "As falas sobre política se resumem, hoje, em se a pessoa é corrupta ou não. E com o crescente descrédito da política todos perdem", enfatizou.

Fiorotti destacou que, no momento atual, uma pessoa considerada suspeita já passa a ser condenada previamente. "Nos últimos dias, assistimos ainda ao enfrentamento entre a maior liderança institucional do país, a presidente Dilma, e uma espécie de corporação do Judiciário. Somado a isso, a imprensa vaza seletivamente o que é apurado nessas instâncias", avaliou.

Comunicações de liderança

Após a realização do Grande Expediente, os pronunciamentos sobre o tema prosseguiram no espaço dedicado às Comunicações de Liderança. O vereador Paulinho de Odé, também do PT, defendeu que todos os cidadãos, desde o mais humilde até o maior representante institucional do país, devem ser investigados dentro da lei. "O que não podemos aceitar é que se rasgue a Constituição", enfatizou.  

Pela bancada do PMDB, o vereador Ivo Lech ressaltou que há necessidade de lucidez e equilíbrio diante do atual cenário político. "É o momento mais difícil vivido pelo Brasil. As pessoas estão com nojo da classe política", frisou. O parlamentar salientou que gostaria de ver cassados senadores e deputados de seu partido. "Não estou aqui para defender bandidos", enfatizou. Lech disse ainda que, em sua avaliação, os únicos caminhos para a presidente são a renúncia ou o impeachment.

O vereador Pedro Bueno (PT) defendeu que a política não deve perder seu rumo. Manifestou sua preocupação com determinados parlamentares que propagam o discurso de ódio e discórdia em meio a situações delicadas no cenário político. "São manifestações que não ajudam a construir nada", afirmou. 




topo