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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Afastamento da presidente Dilma Rousseff gera debate entre os vereadores


Data: 13 de maio de 2016
Crédito: Assessoria de Imprensa

 "O sentimento das ruas é de alívio, de esperança de um novo Brasil", avaliou.

Hoy rebateu as declarações de que Dilma estaria sofrendo perseguição por ser mulher e elogiou o preparo do presidente do Senado, Renan Calheiros, na condução do processo. "A presidente insistiu em usar o termo golpe, mas a constituição foi respeitada e o Supremo Tribunal Federal negou todas as ações contrárias", ponderou.

Pronunciamentos continuaram no espaço das Explicações Pessoais

Após a fala de Juares Hoy, os cinco parlamentares da bancada do PT utilizaram o espaço das Explicações Pessoais para abordar o tema. Primeiro a falar, o vereador Emilio Neto disse que era um dia triste para a democracia: "A presidenta foi afastada sem ter cometido crime". Ele também criticou a postura de pessoas que defendem a intervenção do Exército para conter as manifestações populares.

O presidente da Câmara, Paulo Ritter, classificou o ocorrido como um golpe aplicado por "conspiradores que não têm condições de se eleger pelo voto", uma vez que o processo de impeachment teve como objeto central as pedaladas fiscais. Para ele, essa situação fará com que nenhum governador ou prefeito tenha segurança jurídica para fazer a gestão de seus estados e municípios. O vereador Paulinho de Odé criticou a ausência de mulheres e negros no novo ministério anunciado pelo presidente interino Michel Temer. Ele ressaltou ainda que a aceitação do pedido de impeachment foi motivada apenas por vingança pessoal do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também afastado atualmente.

Após os pronunciamentos de colegas de outras bancadas, o vereador Pedro Bueno lamentou a falta de conhecimento de alguns parlamentares ao comentar o assunto. "O momento é de tristeza. Para defender esse golpe terrível na democracia, há pessoas que esquecem o passado. O PMDB sempre esteve no poder", avaliou. O líder do governo na Câmara, Ivo Fiorotti, afirmou que as pessoas começaram a revelar em suas declarações os desejos machistas e interesses discriminatórios que "estavam dentro do armário".

O assunto também foi abordado pelos vereadores Cezar Mossini (PMDB), Dr. Pompeu (PTB) e José Carlos Patricio (PSD). O peemedebista fez um apelo para que a população confie no partido e em seus dirigentes. "Tivemos hoje uma grande vitória da democracia, não pelo afastamento da presidente, mas pela possibilidade de mais uma vez fazer uso de uma ferramenta legal, sob a fiscalização da Corte maior do país e de todos os brasileiros, afirmou Mossini.

Dr. Pompeu defendeu que o fato de a presidente ter simulado números antes das eleições levou à perda de sua credibilidade: "E o país está pagando o preço". Ele criticou ainda as alianças feitas em nome da governabilidade e a não realização das reformas estruturais prometidas. O vereador Patricio direcionou a sua fala a um grupo de estudantes que assistia a sessão e explicou sobre as alianças necessárias para garantir a governabilidade e a representatividade. Ele destacou ainda que a votação no Congresso foi política.




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